terça-feira, 21 de setembro de 2010

Poema: Revolução Industrial


Nasceu de lampejo um novo homem
Um ser humano: desventura e desespero
E já tão cedo tal rebento tem um nome
É o novo homem “ficção e desemprego”
Um sentimento de ternura e vaidade
É o que invade o nobre peito da nação
Ao ver seus filhos, os já tão vis da sociedade,
Crescerem firmes junto aos dejetos de um lixão
Fazem florestas de concreto na cidade
E um coração de metal arde no peito
Assim o é nossa inumana sociedade
Filhos da máquina que da ferrugem já tem feito
A prole própria e os apresentam ao mundo
Agora rugem para os céus maior castigo
Pois essa prole que nasceu no mundo imundo
Sofre mais dores que os versos produzidos
E somos nós, filhos dos filhos do metal
Que devemos mudar o mundo! Nossos feitos
Farão parar o velho mundo, e o metal
Derreterá ante o calor de nosso peito.


Fonte:  http://musicasaovento.wordpress.com/2008/04/21/revolucao-industrial/
Por: Karolina Hirose

Nenhum comentário:

Postar um comentário